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Friday
18
MAY

4 Criações Dança Contemporânea (Israel, França, África do Sul)

21:30
23:00

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4ª edição Festival "encontros do DeVIR"

18 Maio, 21h30
CAPa, Centro de Artes Performativas do Algarve, Faro

"SLAVE" Cie Sun of Shade (França | dança) estreia nacional
"Gula Bird" Vincent Mantsóe (África do Sul/França | dança) estreia nacional
"Ani-Ma" Roni Chadash (Israel | dança) estreia nacional
"Goofy" Roni Chadash (Israel | dança) estreia nacional

70 minutos
maiores de 12
preço 6€
informações e reservas 289 828784 / devir-capa@devir-capa.com

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SLAVE | Companhia Sun of Shade (Laos/França) estreia nacional

SLAVE (escravo) recorda-nos que o que foi, e pensávamos esquecido, ainda é. Somos absurdamente forçados a revisitar o passado, que julgávamos “morto”, nas notícias que diariamente nos chegam das mais diferentes geografias. O relatório do Global Slavery Index 2016 contabiliza 45,8 milhões de pessoas escravizadas em todo o mundo.

Questionamo-nos sobre o nosso lugar na sociedade actual, procuramos um sentido para a vida, e para questões que estão para além do ser individual. Podemos perder-nos num remoinho de valores e ideologias complexos, absurdos ou cínicos. As novas gerações do nosso século poderão encontrar algumas respostas no passado, e fazer da História uma forma de representação para as experiências da humanidade. A maior dificuldade reside em aceitar esta herança, e torná-la nossa. Assim começa o conflito.
As responsabilidades do homem branco aproximam-se frequentemente da sua resistência, e pesam grandemente nos seus ombros, como uma dívida há muito esquecida. A alienação do Homem repete-se, cada um de nós é responsável pelos seus actos e pelas suas consequências, como se não houvesse um travão para violência e cada um de nós viesse a tornar-se no portador solitário de uma história da qual não nos conseguimos libertar.

Coreografia: David Llari
Interpretação: Thomas Barbarisi
Música: Franck II Louise || Konnecting Souls
Desenho de luz: Didier Le Marec
Iluminação: Laurent Verite

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Slave reminds us that what once was, and we thought it was forgotten, still is. We are absurdly forced to revisit the past, which we thought “dead”, in the daily news that are brought to us from the most different geographies. The 2016 Global Slavery Index report accounts for 45,8 million people enslaved all over the world.

We ask ourselves what our place in today’s society is, and look for a meaning to life, and for answers that are beyond the individual self. One can lose one’s self in a swirl of seemingly intricate, absurde or cynical values and ideologies. Our century’s youth may find some answers in the past, and make of History a form of representation for the experiences of mankind. The main difficulty dwells in accepting this heritage, and making it one’s own. Thus begins the struggle.
The white man’s responsabilities often catch up with his resistance, and weighs heavily on his shoulders, like a long- forgotten debt. Man’s alienation repeats itself, each of us is responsible for our acts and their consequences, as if there was no stopping violence and each of us was to become the lonely bearer of a history we cannot free ourselves from.

Choreography: David Llari
Performance: Thomas Barbarisi
Music: Franck II Louise || Konnecting Souls
Light design: Didier Le Marec
Lights: Laurent Verite

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Ani-Ma | Roni Chadash (Israel) estreia nacional

Nesta criação existe uma verdadeira vontade de transformação, tal como no poema de Fernando Pessoa que lhe deu origem. É como que uma coreografia da descoberta, do contrário, onde se experimenta mostrar um corpo seccionado, cirurgicamente invertido, produzindo imagens distorcidas e movimentos arrevesados para chegar a um outro corpo, a um outro lugar.

“Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,
Mas um animal humano que a Natureza produziu.”
Fernando Pessoa

Coreografia e interpretação: Roni Chadash
Musica: Raime, Bohern & Der Club Of Gore
Figurino: Jul Davidovich
Cenografia: Miki Patish, Guy Moses

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There is a true will for transformation in this creation, much like Fernando Pessoa’s poem that originated it. It’s like magically inverted, producing twisted images and entangled movements to get to another body, to another place.

"I try to shed what I’ve learned,
I try to forget the way I was taught to remember,
And scrape off the ink they painted my senses with,
Unpack my true emotions,
Unwrap myself to be me,
A human animal created by nature"
Fernando Pessoa

Choreography & performance: Roni Chadash
Music: Raime, Bohern & Der Club Of Gore
Custome: Jul Davidovich
Set: Miki Patish, Guy Moses

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Goofy | Roni Chadash (Israel) estreia nacional

em Goofy (mulher) há um corpo feminino sem identidade, condicionado, segregado, tenso, articulado, que se expõe e se fecha.
Trata-se de uma criação verdadeiramente surpreendente, servida por uma interpretação fortíssima, crua e intensa, subtil, inteligente e irrepreensível.

“À mulher ele disse… e o teu desejo deverá pertencer ao teu marido, e ele te dominará.” Génesis 3:16
`Goofy´, em hebraico, significa MEU corpo. Eu queria questionar esta afirmação, e verificar se poderíamos realmente ser donos dos nossos corpos. Na nossa realidade moderna, na qual as pessoas se tratam como pedaços de carne, torna-se ainda mais relevante para mim levantar esta questão.
`Goofy´ é uma tentativa de compreender como pode um corpo perder a sua inocência, e como algo tão amorfo pode transformar-se na conhecida e comum criatura denominada “UMA MULHER”

Coreografia e interpretação: Roni Chadash
Desenho de luz: Amir Castro
Assistente de ensaios: Dana Shoval
Cenografia: Adam Gorlizki
Música: Arvo Part, Nicolas Jaar, Chopin

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In Goofy there is a feminine body with no identity, conditioned, segregated, tense, articulated, that exposes itself and shuts itself down. It is a truly surprising creation, translated into a very powerful performance, raw and intense, subtle, intelligent, and irrepressible.

"To the woman he said... and your desire shall be to your husband, and he shall rule over you." Genesis 3:16
‘Goofy’ in Hebrew means MY body. I wanted to raise a question mark on that, and check if we could really own our bodies. In our modern reality, where people are treating each other like a piece of meat, it becomes even more relevant to me.
‘Goofy’, is an attempt to understand how a body can lose its innocence, and how something so amorphous can transform into the known and common creature called “A WOMAN”.

Choreography & Performance: Roni Chadash
Lighting Design: Amir Castro
Rehearsal manager: Dana Shoval
Set: Adam Gorlizki
Music: Arvo Part, Nicolas Jaar, Chopin

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GULA bird | Vincent Mantsoe (África do Sul/França) estreia nacional

Gula (pássaro) foi criado a partir das memórias de Vicent Mantsoe. A liberdade dos pássaros no Soweto, um dos maiores bairros de Johannesburg, símbolo do apartheid, sinónimo de segregação racial, contrastava com a condição de muitos daqueles que combatiam o regime que vigorou entre 1948 e 94.
Irreal! Merecedor dos muitos prémios e de todas as distinções que já lhe atribuíram.

Esta criação foi vencedora dos FNB VITA Choreography Award, em 1993. Foi adaptada a uma criação de grupo – Gula Matari, distinguida com o 1º lugar na primeira Edição de Dance Encounters of Contemporary African Dance em Luanda, Angola 1995 e, em 1996, com o Prémio de Autor do Conselho Geral de Seine-Saint Denis, na V -edição dos Encontros Coreográficos Internacionais de Seine-Saint-Denis (França).
Aquando da apresentação em Abidjan, na MASA 99, a imprensa considerou este trabalho uma “Obra de arte da companhia, “Gula Matari” (“The Birds”), coreografada pelo director artístico associado e fabuloso bailarino Vincent S.K. Mantsoe, transforma cada bailarino num ser-pássaro. Só podemos ficar fascinados com a simplicidade e rigor dos seus gestos staccato e desarticulados, num dos mais lindos solos do repertório contemporâneo actual” – Ayoko Mensah, “Africultures”. Um homem transforma-se num Pássaro e o Pássaro transforma-se num homem, os Pássaros são uma eterna fonte de inspiração. Fascinam-nos não apenas com o seu voo, mas também, com a sua distinta linguagem corporal, pela consonância dos seus sons com a natureza, pela sua preciosa harmonia e inquietação. Tudo isto é capturado no magistral solo GULA. “É uma destilação de um espírito nativo, em que os movimentos rápidos de cabeça, os dedos ondulados como penas sopradas pelo vento, batidas nas coxas e passos agachados relembram o poder reprimido de uma águia.” Mantsoe apresentou e ainda apresenta o solo Gula em muitos países, no âmbito de projectos educativos e para audiências diversas.

Coreografia: Vincent Sekwati Koko Mantsoe
Interpretação: Vincent S.K.Mantsoe
Música: Gabrielle Roth and The Mirrors
Figurinos: Vincent S.K.Mantsoe

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Gula was drawn from Vincent Mantsoé’s memories. The freedom of the birds in Soweto, one of Johannesburg’s largest neighborhoods, a symbol of the apartheid, a synonym of racial segregation, was in contrast with the condition of many of those fighting the regime that was in force between 1948 and 1994.
Unreal! Deserving of the many awards and all the distinctions that were attributed to it.

This work was nominated and won the FNB VITA Choreography Award in 1993. The work was extended to a group piece, Gula Matari, which won 1st Prize at the 1st Dance Encounters of Contemporary African Dance in Luanda, Angola 1995. In 1996 the extended work won the Prix d'auteur du Conseil Général de Seine-Saint Denis at the Vth Rencontres Choregraphiques Internationales de Seine-Saint- Denis (France).
When it was performed in Abidjan at MASA 99, the press said the following: "Masterpiece of the company, "Gula Matari" ("The Birds") choreographed by the Associate artistic director and fabulous dancer Vincent S.K.Mantsoe makes each dancer into a bird-being. One can only be fascinated by the simplicity and the accuracy of their disjointed and staccato gestures and by one of the most beautiful solos of the global contemporary repertoire" Ayoko Mensah, Africultures. A man turns as a Bird and the Bird turns to a man, Birds are an eternal source of inspiration. They fascinate us not only with their flight, but also their distinctive body language, the consonance of their sounds with nature, their precious harmony and restlessness. All this is captured in the masterful solo GULA. "It is a distillation of an avian spirit in which rapid head turns, rippling fingers like wind-blown feathers, thigh slaps and crouching leaps remind one most of the pent up power of an eagle." Mr. Mantsoe performed and still perform the solo Gula in many countries, for schools’ outreach projects and matured audience.

Choreography: Vincent Sekwati Koko Mantsoe
Performed by: Vincent S.K.Mantsoe
Music: Gabrielle Roth and The Mirrors
Costumes: Vincent S.K.Mantsoe



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acção integrada na 4ª edição do Festival "encontros do DeVIR"
mais informação: www.encontrosdodevir.com