We use cookies to personalise content and ads, to provide social media features and to analyse our traffic. Read more…
Friday
06
APR

F I R M A M E N T O | Jorge Humberto - Joh

21:00
00:00
Espaço Exibicionista
Event organized by Espaço Exibicionista

Get Directions

Category
#var:page_name# cover

F I R M A M E N T O | Jorge Humberto Joh
Sexta-feira, 6 de Abril, a partir das 21:00
Espaço Exibicionista - Rua D. Estefânia 157C, Lisboa

O termo vem do latim clássico firmamentum, usado na Vulgata, que significa "suporte". O termo original hebraico, raqiya' (רקיע), designa uma placa rígida, ampla e sólida, possuindo uma certa espessura. O termo deriva-se da raiz raqa' (רקע), designando a ação de expandir, motivo pelo qual algumas traduções usam a palavra "expansão" em vez de "firmamento". Segundo a cosmologia a Terra era um grande oceano, um planeta sem forma e vazio, e a porção seca ainda não havia sido criada. Então a expansão foi erigida, criando assim o Firmamento da Terra, e fazendo separação entre as águas acima das águas dos mares.

O visível não é mais do que um fragmento da vastidão da imagem, não é mais do que um pedaço de espaço e de tempo. Quando as imagens se tornam como o espreitar pela fechadura, a presença do invisível, do ausente da imagem, obriga-nos a não esquecer tudo o que fica de fora - e lembrar que o que está dentro é fragmento. O que fica de fora está no espaço do observador.

Falar de pintura é de atitude aqui. Mesmo que sejam ambas vastas em essência, indicam o espaço vazio próprio dessa existencia primordial. Realiza-se a vacuidade, a forma mais abstrata e sincera. E o que está, projetado ou manifestado, além deste vácuo inicial, refere ainda a singularidade desse ato ser o mais elevado possível.