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Thursday
05
APR

América Latina por la Noche - Peru

22:30
23:30
Fábrica Braço de Prata
Event organized by Fábrica Braço de Prata

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AMÉRICA LATINA POR LA NOCHE
ABRIL – O PERU NÃO É SÓ CONDOR PASA

Ao longo destes 10 anos de programação, muitos têm sido os projectos da América Latina que acolhemos. Em cada um, fomos percebendo que em Portugal, pouco mais se conhece além do samba, do forró, da salsa, do tango e dos mariachi.
Durante este tempo, fomos também encontrando gente cheia daquilo que se desconhece, e em 2018 decidimos inaugurar, às quintas-feiras, o projecto AMÉRICA LATINA POR LA NOCHE, uma série de concertos comentados, que vêm levantar véus de pedaços daquele continente, e se dedicam à música popular e tradicional de vários países da América Latina.

A série divide-se em blocos mensais, cada um dedicado a um país. Os concertos apresentam diversos géneros musicais, representativos de cada um dos países e regiões considerados, que constituem a matéria-prima dos actuais movimentos musicais hispano-americanos. Este repertório é enquadrado brevemente por um orador convidado ou por um elemento do Espírito Nativo, considerando elementos musicais propriamente ditos, histórias e experiências de cada convidado, mas também a origem, função social e evolução de cada género. Como qualquer tradição viva, estas raízes continuam a evoluir no presente e a trilhar novos caminhos gerados pela mistura entre diversas tradições musicais e também pela queda de fronteiras entre o erudito e o popular, o passado e o presente.
Como resultado é comum encontrar um huayno andino tocado em charango numa banda sonora de um filme ou documentário, gaitas tradicionais da Colômbia ou música afro-peruana em parceria com a música electrónica, cujos protagonistas constituem presença habitual nos circuitos internacionais da World Music.

A SÉRIE CONTINUA EM ABRIL COM PERU!

O Peru não é só Condor Pasa!
Espírito Nativo convida Jorge Cervantes e Carlos Mil-Homens.

"Os escravos, sendo despojados do seu idioma, religião, tambores, entre outros elementos, começaram a criar novos instrumentos. Assim nasceu o cajón peruano”.

Não só criaram novos instrumentos como também uma nova identidade, na qual tomavam refúgio e galhardia. Aquilo que no início era marca identitária de uma classe ganhou, a pouco e pouco, uma dimensão que a ultrapassou e ganha cada vez mais adeptos além-fronteiras. Por outras palavras, a música afro-peruana é, hoje em dia, parte da própria identidade peruana.

O Espírito Nativo convidou para este mês de Abril (todas as quintas-feiras, às 22h30) Jorge Cervantes, músico e produtor peruano, para tocar connosco e falar da sua música. A nós junta-se também Carlos Mil-Homens, percussionista, que tem dedicado parte da sua actividade musical ao cajón peruano, tendo estudado com alguns dos melhores percussionistas peruanos.

Do vasto conjunto de temas tradicionais, recolhidos ao longo do tempo por vários folcloristas, e de outros temas contemporâneos, traremos a estes concertos comentados um grupo que reflecte a grande variedade géneros musicais afro-peruanos, desde os mais suaves landós e panalívios, às cadenciadas zamacuecas e festejos.
O cajón é o instrumento afro-peruano por excelência, mas não é o único. A ele se associam a cajita, a quijada e o cencerro criando uma atmosfera indubitavelmente africana mas com um carácter próprio que, nas costas do Peru, criou raiz. Faremos também um pequeno desvio pela música crioula, onde as fronteiras se esbatem e a guitarra adquire uma forma muito própria de ser tocada.

Jorge Cervantes (guitarra), Carlos Mil-Homens (cajón), Jacqueline Mercado (voz), Rui Meira (guitarra), Walter Areia (contrabaixo) e Iúri Oliveira (percussão).

Jorge Cervantes – Bio
Músico autodidacta começou a tocar com o pai nos grupos de folclore da zona do altiplano peruano. Formou o grupo Takile de los Andes tocando guitarra, charango, quena, zampoña...
Actualmente, além da actividade musical como instrumentista, dedica-se também à produção musical, tendo gravado no seu estúdio “Andinos” variados músicos da lusofonia, dos quais se destacam André Mingas, Lura, Nancy Vieira e Tito Paris.

Carlos Mil-Homens – Bio
Autodidacta, inicia a sua carreira na orquestra de percussão Tocá Rufar com o músico Rui Júnior. Prossegue a sua aprendizagem em Espanha, Peru e Cuba com os mestres Manolo Garcia, Juan Medrano Cotito, Hugo Bravo, Chebu Ballumbrosio e Ricardo Coromina. Destacam-se as colaborações com os músicos José Mário Branco, Rão Kyao e Fausto, a companhia Pigeons International e o coreógrafo Benvindo Fonseca.

Espírito Nativo
Espírito Nativo é um grupo de músicos coordenados por Jacqueline Mercado e Rui Meira, que partilham a paixão pela música ibero-americana. Embora individualmente tenham origens, formação e influências muito variadas, o grupo demarca-se com sua própria sonoridade, resultado do conhecimento directo das realidades latino-americanas.
O Espírito Nativo faz-se com fios de cores, materiais e texturas diversas: a madeira do cajón peruano que passa pelo bombo argentino, o impulso do “tres” cubano e uma voz mexicana que, quando reunidos, resultam numa peça única. Disto resulta uma combinação deliciosa, em que estão presentes as vertentes mágicas da herança da música afro-peruana e do folclore latino-americano em geral, que cada um dos seus membros traz para enriquecer o trabalho.

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