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Tuesday
27
MAR

Comemorações do Dia Mundial do Teatro C/ "Palmeira 1909" p/ NCB

21:45
00:00
Nova Comédia Bracarense
Event organized by Nova Comédia Bracarense

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Palmeira, 1909

A “Monographia da Freguezia Rural de Palmeira”, de Agostinho Correia Pereira, é um documento historiográfico de grande interesse, por debruçar-se sobre os diversos pormenores da vida agrícola, comercial, social, cultural e da realidade geográfica de Palmeira nos últimos suspiros da Monarquia em Portugal.
Inspirado nesta obra, “Palmeira, 1909” é um texto que relata o desaparecimento de Rui, um jovem de Palmeira com uma visão progressista, envolvido na luta pela implantação Republicana. A sua mãe, Teresa, está desesperada por encontrá-lo, mas esbarra as suas intenções no casmurro Agostinho, pai de Rui. Este, confiante de que as suas ideias de desenvolvimento se enquadram nos valores monárquicos e que os problemas de Palmeira não se devem à situação política, culpa desocupados como o seu filho, e outros a quem reconhece pouca ambição, pelo atraso que se faz sentir na agricultura e na sociedade aldeã.
Sucede-se, então, uma série de confrontos de ideias envolvendo uma moleira, amiga de longa data da família, D. Carminho; o proprietário das terras que Agostinho gere como caseiro, o Sr. Baptista; e, finalmente, com um insólito par de risíveis maltrapilhos, Tides e Martim. Neste périplo reflecte-se a Palmeira da época, de uns pontos de vista e de outros, bem como um esboço da realidade nacional que a enquadra.
Tudo isto será representado com a reconhecida (e recentemente premiada) qualidade e com o empenho típico da Nova Comédia Bracarense, sob a encenação do actor e dramaturgo José Barros e com direcção artística de Carlos Barbosa, ambos Palmeirenses com muita experiência nas lides dramáticas e no associativismo teatral.
Com momentos de imperdível comédia, tensão dramática, doçura e sentido de responsabilidade maternal, bem como um inqualificável amor a Palmeira, não poderá deixar de acompanhar os desígnios de Rui e, - porque não?, - desta terra que o viu nascer…

Miguel Marado