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Wednesday
04
APR

Exposição coletiva: Bajubá em Movimento

19:00
02:00
quartoamado
Event organized by quartoamado

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Exposição coletiva
♔♔♔BAJUBÁ EM MOVIMENTO♔♔♔

✭✭✭✭De 04 a 27 de abril.✭✭✭✭

Exposição reúne trabalhos de várias artistas trans, travestis e intersex, residentes e resistentes em sua maioria na capital mineira. A exposição esta constituída de cerâmicas, fotografias, pinturas, desenhos, colagem e performances. Também apresentará uma série de atividades “extra-ordinárias”, como shows, bate papo, a construção de um mural...

João Maria Kaisen de Almeida é o primeiro curador transmasculino e intersexual em Belo Horizonte e, em conjunto com Guilherme Morais, apresenta uma exposição com 100% de artistas trans, travestis e intersex, trazendo visibilidade, representatividade e ampliando o mercado com novos artistas da cidade.

Bajubá é um dialeto, é uma expressão da linguagem LGBTQI+, especialmente entre travestis e pessoas transexuais e transgêneras. Colocar o bajubá em movimento significa ocupar espaços comumente negados, é protagonizar as histórias fora do eixo da margem imposta, é movimentar para que haja ampliação de territórios, de reconhecimentos, é estar e pertencer enquanto CULTURA.

Artistas expositoras fixas:
- Babi Macedo
- Ágata Marcques;
- Andrew Rocha;
- Gael Benítez;
- Maya Braga.

Artistas em 'transição'
-Brisa Alkimin
-Caio Jade
-Cléo Ventura
-Juhlia Santos
-Lázaro dos Anjos
-Nickary Aycker
-Rodrigo Carizu
-Sthephanny Di Monaco
-Titi Rivotril
-Carlos Amorim
-Jocosa Aguiar
-Cristal Lopez
-Caiotic
-Ed Marte (arte queer)
-Vitor Fernandes

Arte ‘gráfica’
- Luci Universo


ABERTURA DIA 04 ♥ ♥ ♥ 19h
Entrada Gratuita

Segundo o Relatório da Violência Homofóbica no Brasil publicado em 2016 pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, o Brasil segue como líder mundial em homicídios de pessoas trans.

De acordo com a Antra - Associação Nacional de Travestis e Transexuais, a cada 48 horas uma pessoa trans ou travesti é assassinada no país que também lidera o ranking de tentativa de homicídio, suicídio, violação de Direitos e consumo de pornografia.

A ideia da BAJUBÁ EM MOVIMENTO é ultrapassar as barreiras do preconceito com o desconhecido e aproximar, convidar e COM-VIVER entre as diferenças. Vamos ocupar juntes e em parceria com a galeria quartoamado, situada no coração da Savassi, região privilegiada e elitista.

Diante da demanda política de pesquisa sobre o modo de organização social cisheteronormativo vigente e, tendo em vista a pressão simbólica (coletiva e individual) para o exercício do gênero binário, homem-mulher, de acordo com os padrões convencionais e suas conseqüencias sobre os corpos, a realização da exposição “BAJUBÁ EM MOVIMENTO” aparece como prática estratégica de resistência e combate ao preconceito e também às normativas.


--Abordamos essa questão de forma a ampliar o campo de discussão sobre a atuação artística, cultural e sua demanda urgente.

--A descentralização da ideia de arte, trazendo para o centro (galeria) a população que foi marginalizada.

--A representatividade de artistas trans, travestis e intersex vem como uma reflexão de como os debates de gênero/sexualidade perpassam pela arte e a cultura.


Ainda consideramos importante o debate político em torno e através dos Direitos Humanos, no contexto histórico atual do Brasil, em que os diálogos sobre o respeito à diferença e as manifestações de especificidades no exercício de indivíduos postos à margem por grande parcela da população, instituições, discursos e ideologias – seja no campo da sexualidade, classe, etnia e gênero. E, portanto, em como a cidadania dessas pessoas é diretamente atingida e violada.

Observamos que a educação sexual, bem como a educação pelo respeito às alteridades, ainda é uma barreira no Brasil, bem como o projeto democrático que passa por vários golpes, o que dificulta cada vez mais a aproximação nos espaços que garantem acesso aos Direitos Humanos.

Queremos reconhecer e visibilizar o direito ao trabalho e à representatividade da população trans, travesti e intersexual.

Aqui serão evidenciadas suas escolhas de linguagem, estética e política.

Na arte, no corpo, bem como nas suas possibilidades sociais.

Texto e curadoria: Guilherme Morais e João Maria Kaisen
Arte gráfica: Luci Universo