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Thursday
26
APR

Migração e trabalho análogo de escravo na cadeia da moda.

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INSCRIÇÃO https://docs.google.com/forms/d/1YP0iDZIeqSi-wdkYmxfGOPyamzLWXjVk9Awfs1SUj8w/edit

Quem consome e quem produz moda?

O seminário pretende abordar a dinâmica de imigração, sobretudo de bolivianos, de paraguaios e de peruanos, em sua inserção na cadeia produtiva das confecções, de modo a combater o trabalho análogo de escravo na indústria da moda e o tráfico de pessoas, trabalho infantil e violência domestica. Colocando-se em prol da efetivação dos direitos humanos de imigrantes. O trabalho em oficinas tem se tornado cada vez mais um nicho econômico, ou seja, para este grupo de imigrantes as oficinas de costura viabilizaram um lugar de inserção na dinâmica econômica da cidade.

A organização do trabalho nas oficinas de costura é caracterizada pela terceirização e subcontratação, com relações de trabalho extremamente precárias, resvalando-se, em muitas das vezes, às condições de trabalho em nível análogo ao do escravo. O contingente de imigrantes são na sua maioria de baixa escolaridade, provenientes de zonas rurais ou de pequenas cidades, e que entram pela fronteira em situação de clandestinidade. Trazidos por atravessadores, que os colocam em regime exaustivo de trabalho, os imigrantes passam a residir nas oficinas e, sem conhecer o idioma do país receptor e seus direitos, tornam-se presas fáceis a toda sorte de exploração, maus tratos e violência, sendo as mulheres e as crianças as maiores vítimas.

O Brasil contabilizou, nos últimos dez anos, o recebimento de aproximadamente um milhão de imigrantes. No contexto da indústria da moda, neste mesmo tempo, houve um crescimento da dinâmica migratória, em 160%, com intenso incremento de oficinas de costura. Apenas na Grande São Paulo, calcula-se a existência de quatorze mil oficinas irregulares e, conseqüentemente, com seus trabalhadores em condições precárias de trabalho. Nada mais premente do que atuar neste campo, a cada dia mais vulnerável.

O CAMI com a realização do seminário busca, sensibilizar e incidir , de modo a contribuir na erradicação do trabalho análogo a de escravo, colocando-se em prol da efetivação dos direitos humanos de imigrantes.


LOCAL: SECRETARIA DA JUSTIÇA E DA DEFESA DA CIDADANIA
Largo Pátio do Colégio, 148/184 - Sé. São Paulo
Auditório André Franco Montoro
DIA: 26/04/2018
HORA: DAS 09h00 ÀS 12h00